Sobre acessibilidade

Serviços

13/11/2019 - 17:00

Ele conta sorrindo que tinha cabelo e bigode quando entrou na Companhia de Habitação do Estado do Pará, em 13 de novembro de 1969. Com seus 22 anos ele iniciou sua carreira na instituição como auxiliar de serviços gerais. Chegou na COHAB através do amigo Assi Pereira Martins, já falecido. Como auxiliar trabalhou por dois anos depois passou para a função de protocolista e hoje é auxiliar administrativo.

‘Seu’ Odilson conta que a COHAB funcionava nessa época com apenas 17 pessoas, o prédio ficava na Avenida Dr. Moraes nº 115 entre Nazaré e São Jerônimo (atual José Malcher). Depois, o endereço mudou para a Avenida Generalíssimo Deodoro  nº 1.180, entre Nazaré e São Jerônimo (ao lado do Colégio Ruy Barbosa). E seguiu mudando e endereço para a Avenida Primeiro de Dezembro, nº 4237, até se fixar na década de 80 em seu endereço atual.

No alto de seus 73 anos de idade e 50 de COHAB, ele conta que conheceu a sua esposa Joaquina Coelho Launé, 76, na COHAB, que trabalhava na função de escriturária. “Às vezes brigávamos porque eu tinha muito ciúmes dela”, brincou. Ele conta que o colega também funcionário da Companhia na época e hoje aposentado, João Moraes, trabalhava como Office boy, era quem levava os recados para dona Joaquina. “Era uma época de ouro e saudade, estamos com 40 anos de casados e ela é tudo para mim”, fala emocionado.  A filha Fernanda Launé foi estagiária da COHAB, na área de assistência social. ‘Seu’ Odilson tem dois netos.

 

No serviço de protocolo ele relembra os livros onde anotava os números e o conteúdo dos processos. “Eram livros grandes e tudo feito na mão, até hoje tenho calo nos dedos”, conta. ‘Seu’ Odilson, diz com orgulho que viu de perto a construção da histórica Cidade Nova. “Ali era matagal, e aos poucos, a cidade foi sendo construída, vi as casas sendo levantadas”.

 

Questionado sobre o que significa a COHAB para ele, a resposta vem primeiro em um largo sorriso. “Quando estou em casa sinto saudades passamos o dia todo aqui. Final de semana eu aguento, mas se passa mais de dois dias sinto uma saudade enorme, somos uma família”, arremata.